25.10.10

Então deixa o dia amanhecer...

30.9.10

Minha vontade é arrancar teu coração e colocá-lo em meu relicário.

31.8.10

Quem me dera...

E desde o último adeus, essa insatisfação. Naquela noite na rodoviaria minha vontade não era de partir, mas sim correr. Correr até você, ver teu semblante de surpresa pela minha volta e lhe dar um beijo.
Te-la em meus braços mais uma vez. Fugir contigo, e planejar nosso futuro em folhas de papel. Deixar o rádio desligado só pra escutar tua respiração. Tudo bem se esquecermos algo no caminho, apenas aproveite o silêncio. Abrir a janela e sentir o sabor da noite. Que qualquer prazer faça disparar o coração. Externar todo êxtase, medo, fúria, paixão. E sorrir...
Quem me dera estender essa satisfação. Ah, quem me dera.

18.6.10

PORQUE PRECISAMOS SOFRER PARA NOS SENTIRMOS VIVOS [...]

5.5.10

Se você não existisse, provavelmente eu teria me suicidado.

30.4.10

Boa-vinda a Dor

Guardados todos os sentimentos numa caixinha, e pela manhã eles ainda continuam ali.
Não mais sufocados.
Todos misturados, vieram a tona de uma só vez. Lágrimas.
"Um momento, um beijo
Um sonho em voz alta
Um amor, um choro"
Ainda mais lágrimas.
Talvez precise se auto sabotar.

19.4.10

Oh baby, Apenas respire

Guardei todos os sentimentos numa caixinha, e pela manhã eles ainda continuam ali. Guardados. Sufocados.
E quando tento escolher um, todos se misturam. Como se quisessem vir a tona de uma só vez.
"A moment, a love
A dream aloud
A kiss, a cry
Our rights, our wrongs"
Não tem como separa-los.
Talvez eu não precise mais me auto sabotar...

17.4.10

Turn on to "Manual"

Hoje esqueci quais os motivos que me fizeram abrir os olhos de manhã. Esqueci em qual estação estava, esqueci de mim.
Nem lembrava mais o sabor do tempo. Ou como era estar vivo. Então você percebe que diariamente temos que fazer escolhas.
Por quanto tempo fiquei ligada no automático?

28.2.10

[In]Satisfação

O prazer nas mãos, tua língua em minha pele, suor. Pecados íntimos. A sedução da carne. Quando deixou de ser suficiente? Aonde nos tornamos insuficientes?
Teus sentimentos penetravam como ácido em mim... um corpo estranho dentro de mim. Por que esse jeito autodestrutivo que me faz querer gritar?
Seria demais pedir que fosse simples? Sorrisos sortidos. Eu aceitaria flores. Talvez café no final da tarde, um pouco de poesia. Você tinha que me deixar no escuro? Desde quando me invadir? Por que nos rasgar e espalhar pelo chão?

Não te dei o direito de intervir. Apenas sai, não precisa arrumar nem tirar nada do lugar. Não deixarei que me arranque mais nenhum pedaço.

22.2.10

"E no escuro, eu posso escutar teu coração bater..."

30.11.09

Não me force a uma situação

Foi apenas uma troca de sorrisos. Quis ficar. Roubar os mínimos detalhes. Um desejo que chegava a machucar. Era tentador. Tão convidativo. Tão inocente.
Tudo que possuia... Um sorriso. Carregou-o até as escadas, uns metros mais - desapareceu logo depois num transito infernal e uma massa de pessoas desconhecidas.


Pra que essa hipérbole de sentimentos?

25.11.09

Cuidado, Frágil!

Deixe Aqui Suas Decepções - essas palavras manchavam de branco o muro, em contraste com o fundo preto.
Deixe aqui suas decepções, bem visível.
Num gesto involuntário leva a mão ao peito. Como se quisesse rasgá-lo. Num ato quase desesperado, foi isso que desejou. Arrancar de si todas as desilusões, insatisfações, declarações, o acumulo de "ões".
As dores anônimas, os dramas explícitos, por vezes tão banais. Os dedos se contraíram, um dos botões da camisa se abriu. O peito nu manchado de cansaço, de fúria, de solidão, de ânsia, de sentimentos.
O acumulo, era isso.
Já não havia mais lugar para encaixar os sorrisos. Nem prazeres, música, livros, amor. Já não havia lugar. O anúncio a sua frente (ou seria um pedido?) lhe tentava. Sentia aquela urgência, não do corpo, não dos batimentos desajustados do coração - mas da alma. Inevitávelmente,
como uma necessidade,
um grito lhe rasgou a garganta. Cortando os pulmões, até ficar sem fôlego. Transverso entre lágrimas e um céu avermelhado.
Um grito.
Suspirou.
Visto de fora era enigmático, mas por dentro... um alívio.

30.10.09

E quem te olhasse era como ver "MANTENHA DISTÂNCIA" escrito em teus olhos. Os sorrisos dados inconscientemente...

A vida é bela e cruel.

3.9.09

"Ela vai mudar"

Suspirou. O abismo lhe pareceu tão convidativo. Olhou para cima antes de saltar. Hesitar porquê? Vida e morte valem o mesmo tanto. E cada toque que rasgava a pele, transparecia a doce melodia de tua angustia. A sutileza do prazer que - ao menos uma vez - a fez sentir-se livre. Satisfação. Escorria por entre cada vão da tua carne vibrante, tremula...
Carregava na ponta dos dedos sua ácida e delicada satisfação.

26.8.09

Me faz acreditar que todas alucinações são tangíveis, me cospe na cara todos os teus pecados, me rouba todos os espaços, violenta meu pudor, torne teus desejos meu vício, me faz tua... me deixe em carne viva!

17.8.09

Um monólogo entre duas pessoas

Entre falas dramáticas, exorcizando demônios, assassinamos nossos desejos diariamente. Alterar ou anular os sentimentos. (?) Extraordinários putos inconformados somos. Suportando a dor e sufocando-a. E ainda assim, criamos perspectivas. Dos dramas, (des)amores. Tirar a essência do sofrimento, sua matéria. Extrair tudo. Não precisamos nos esconder atrás de falsos sorrisos. Não precisamos sentir dor. Não precisamos sentir, só quando nos convêm.
De um resto de pudor a desníveis de loucura, falávamos. E tudo que nos separava era uma mesa, nossa carne cansada, a fumaça dos cigarros.

Das cores ausentes, abstinência.

13.8.09

No dia seguinte...

Olhos inchados de tanto chorar, coração partido pelo chão, em mãos seu relicário. Uma dose diária de tudo aquilo que prometeu a si nunca mais reavivar. Quantas vezes mais?
Por que esconder teu sofrimento? (Será que alguma vez você sofreu?) Te dei esse musculo que pulsa - um dia chamei de coração... e o resto de mim. Em troca, teu sarcasmo, teu silêncio, teu desprezo. Você está na minha frente, e eu estou gritando!
Sempre achei que você fosse me sufocar até meu último suspiro. Agora, eu posso respirar.

12.8.09

Rasgar o peito e arrancar todas essas lembranças desnecessárias. Não há razões para sentimentos. Quantas vezes mais? E ainda não consigo dizer adeus...

24.7.09

Poesia para cegos

Como uma manhã fácil, abre os olhos e suspira. Toma os comprimidos, um último gole no café. O mundo grita lá fora, igual o infinito que carrega em si. No caminho pára - o All Star desamarrado o impede prosseguir - fixa algo vão. E como uma brisa volátil, decide lhe mandar rosas vermelhas. Afinal, a vida é tão fugaz.

3.7.09

A vida é decepcionante.